quarta-feira, 5 de maio de 2010
Mais uma vez a Internet se destacou no acúmulo de investimentos do setor publicitário nacional. De acordo com os dados do projeto Inter-Meios, a web foi campeã de crescimento (com 33,9%) no primeiro bimestre do ano se comparado ao mesmo período do ano de 2009.
No total, o meio digital obteve faturamento de 144,7 milhões no período. As nove mídias avaliadas pela pesquisa dão ao mercado publicitário brasileiro faturamento de R$ 3,24 bilhões, aumento de 24,96% em comparação aos dois primeiros meses do ano passado.
Depois da Internet, aparecem no ranking a TV aberta (com 32,72%) e a TV por assinatura (com alta de 33,06%). Com os dados, a Internet fecha o primeiro bimestre do ano com participação de 4,46% no meio publicitário nacional - à frente da TV por assinatura (com 3,28%). A TV aberta permanece na ponta, com 63,19% dos investimentos nacionais.
De acordo com o projeto Inter-Meios, a comparação com o ano passado pode não ser tão precisa, pois 2009 foi um ano de crise, e a recuperação já era esperada em 2010. Outro fator é que neste ano o Brasil passará por eleições, que aumentam consideravelmente a procura publicitária, além da Copa do Mundo, que também movimenta o mercado, não só por aqui, mas no mundo todo.
Segundo pesquisa, Internet já é a terceira maior mídia do mundo
Recentemente a Zenith Optimedia divulgou uma pesquisa que mostra a Internet como a terceira maior mídia do mundo. Esse acontecimento deve-se ao fato de ela ter passado as revistas na preferência de investimentos dos anunciantes. Além disso, a web já se aproxima dos jornais.
Os dados indicam que a Internet atraiu US$ 55 bilhões de investimentos em todo o mundo e já é dona de 12,6% do bolo publicitário no planeta, ficando atrás apenas dos jornais, com 23,1% e da televisão, com 39,4%. As revistas estão agora em quarto lugar, com 10,3%.
A projeção é de que em 2012, quando deverá atingir o share de 17,1% do bolo, a Internet se aproxime dos jornais, que deverão contar com 19,4% dos investimentos. Naquele ano, a Internet deverá atrair investimentos de US$ 83,9 bilhões, contra US$ 95,4 bilhões dos jornais e US$ 199,7 bi da televisão – que deverá ter participação de 40,6%, um pouco superior à atual.