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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Itu.com.br esteve presente no Social Media Brasil
O evento reuniu 36 palestrantes, sendo seis internacionais.| Murilo Gagliardi / www.itu.com.br |
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| Mariano Suarez, da Three Melons |
Por Murilo Gagliardi"Entender o ser humano é o princípio das redes sociais" (Augusto de Franco, da Escola de Redes)
O principal evento sobre Mídias Sociais brasileiro, o Social Media Brasil, aconteceu nos dias 24 e 25 de junho em São Paulo, no Teatro Frei Caneca.
Ao todo foram mais de 36 palestrantes e debates, sendo seis internacionais, em três espaços simultâneos. A abertura oficial do evento contou com Alexandre Formagio e Miguel Dorneles. O evento provou mais uma vez que Mídia Social é a bola da vez. Não há futuro sem o poder das Mídias Sociais.
Para compreender melhor, o termo Social Media em inglês é traduzido para Mídia Social em português e significa o uso do meio eletrônico para interação entre pessoas.
Os sistemas de relacionamentos digitais combinam textos, imagens, sons e vídeo para criar uma interação social de compartilhamento de experiências. “O ser humano é antes de tudo um ser social, as ferramentas digitais estão potencializando essa tendência e alterando completamente a comunicação dessa nova economia. Temos um enorme desafio pela frente entender as novas regras da comunicação. É uma maravilha estar aqui e agora!” - complementa Alan Dubner, que é especialista em projetos que envolvem Mídia Social.
Nos dois dias de evento, várias reflexões e casos práticos foram marcantes. Confira alguns!
> Saúde, dados pessoais e redes sociais - Sara Holoubek, da Luminary Labs“O valor real da rede social é a sua base de dados, ou seja, de pessoas”; “Rede social é mais importante que a genética”; “1 bilhão de pessoas perdem tempo indo ao médico” e “As empresas farmacêuticas são especialistas na ligação entre as moléculas, agora elas precisam ser especialistas em redes sociais e dados pessoais”.
> Entender o ser humano é o princípio das redes sociais - Augusto de Franco, da Escola de Redes“Redes sociais são pessoas interagindo segundo um padrão de organização de rede distribuída”; “Redes = múltiplos caminhos / Hierarquia = caminho único”; “Broadcasting não é interação, é a transmissão padrão de um para muitos”; “Redes sociais não são sites de relacionamento. Como o nome está dizendo, elas são sociais mesmo, não digitais ou virtuais”; “Redes sociais são ambientes de interação, não de participação”; “A rede não é um instrumento para fazer a mudança: ela já é a mudança” e “Cada conexão nova é sempre um caminho novo para o futuro”.
> Criando uma experiência mais social com o Facebook - Julio Vasconcellos, Facebook“O Facebook é uma ótima ferramenta para marketing”; “A missão do Facebook é dar poder às pessoas para que compartilhem e tornem o mundo mais aberto e conectado”; “A empresa não deve jogar anúncios sobre ela na internet, é preciso sugerir links sobre seu tema, para ser um possível parceiro e não uma simples empresa” e “É importante humanizar a marca”.
> Cultura 2.0 - Usando as Mídias Sociais para engajar comunidades - Jessica Faye Carter, da Nette Media“O brasileiro prefere conteúdo de sua língua local, de sites que falem a sua língua”; “Nós todos pertencemos a culturas múltiplas”; “O Twitter deixa as pessoas fazerem o que bem entendem. Ele dá as ferramentas para isso. Ele é o futuro!”; “Para criar uma Mídia Social em algum país, é preciso conhecer direito a sua cultura para não fracassar” e “As pessoas querem ser entendidas mediante aos grupos de cultura que existem hoje”. Jessica contou um case super interessante e importante para o sucesso de um produto. Contou que havia uma empresa que tinha desenvolvido um produto feminino e que estava começando a entrar no mercado agora. A empresa, ao invés de criar milhares de propagandas sobre o produto, resolveu inovar.
> Como as eleições serão impactadas pelas Redes Sociais - Marcelo Vitorino, da Talk Interactive; Soninha Francine do PPS; Theo Carnier, da DCI; Manoel Fernandes, da Bites e Rafael Oliveira, da Rede Mobiliza, filiado ao PSDBAlertaram que nessa eleição receberemos muitos SMSs de políticos. É o poder da Eleição 2.0. Alguns pontos positivos também merecem destaques: “40% de eleitores estão indecisos, sendo assim hoje quem não está na frente das pesquisas consegue mudar o jogo da eleição”; “A internet não ganha eleição, ajuda a esclarecer os fatos” e “Boatos surgem de todos os lados, é preciso esclarecimento da parte do político para desmenti-los”. Soninha contou também que estava circulando na internet um e-mail dizendo que foi aprovado nesses dias, durante a copa, o fim do 13º salário. “Foi um spam escrachado e uma péssima estratégia usada para derrubar o partido que estava a favor disso. No e-mail tinha até o nome de um político que já tinha falecido e que havia votado a favor” – complementa.
> New York Times e as mídias tradicionais em transformação - Erica Swallow, da MashableFalou de seis dicas de Mídia Social para Mídia Social. São elas: compartilhar conteúdo é super importante; promover conversações é bom para estimular as pessoas; engajar as audiências é importante. Faça perguntas, elas gostam de responder e interagir; promover sua presença é fundamental. Use links sociais, widgets etc; customizar a experiência do usuário é essencial e rastrear tudo para acompanhar a evolução é preciso.
> Mobile, hiperlocalismo e realidade aumentada - Terence Reis, da Pontomobi“Experiências mobile: é singular, abrange e absorve o contexto e usa ferramentas que potencializam, que demonstram o poder da experiência móvel”; “Na realidade aumentada há a contextualização do mundo físico” e “Com Mobile, não somos mais Online e muito menos Offline, somos agora Inline (interativo permanentemente).
> Social Games e o impacto dos games nas Mídias Sociais - Mariano Suarez, da Three Melons“50% da população utilizam jogos sociais”; “Todos os jogos tendem a ser mais sociais do que não sociais” e “O usuário só compra algum recurso no social game se houver um retorno justo”.
> A importância da inclusão nas redes sociais - Mario Brandão, da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital“O Orkut funciona como uma vitrine para você, sua empresa ou serviço”; “O aproveitamento de quem estuda online (EAD) é maior do que os que estudam presencialmente”; “Lan house é um meio super importante para a inclusão digital” e “O futuro das lan houses é muito mais do que se imagina. Não é mais sobre jogos e muito menos de acesso e sim da prestação de serviços em geral (governo, e-commerce etc)”.
> O poder dos podcasts - Tiago Luz, da DM9DDB; Deive Pazos e Alexandre Ottoni, do Jovem Nerd; Gustavo Guanabara, da Guanabara.info e Christian Gurtner, da Escribra Café."Podcast deveria ser considerado como uma Mídia Social, pelo seu incrível poder de abrangência”; “Não dá pra você prostituir sua opinião" e “Vale a pena investir em podcast”.
> O ROI nas Mídias Sociais - Marcelo Coutinho, do portal Terra“Socialcast: Interação é a nova audiência" e “Para identificar o ROI nas Mídias Sociais é preciso primeiro saber exatamente o objetivo da mensuração, ou seja: financeiro (vendas, recomendações de compra, custo de atendimento via blog x custos atendimento via telefone, etc), reputação (credibilidade, imagem de marca), interação (número de posts, comentários, envios, etc) ou identificação de líderes de opinião (retweets/total tweets, incoming links, etc)”.
Para mais detalhes, acesse o site oficial do evento
http://www.socialmediabrasil.com.br.
Fonte:
Itu.com.br